No domingo ele já te deu um bolo. Na segunda você ligou mas ele não atendeu. Na terça você tentou ligar e ele disse que retornava. Na quarta ele disse que não poderia te ver. Na quinta ele saiu mais tarde do trabalho. E assim você se auto-sabotou a semana toda ligando para um infeliz que não queria nada contigo.
Você já sabia que ele não queria nada. Ele te disse logo no primeiro encontro que estava afim de 'curtir com os amigos'. Mas aquela frase era como música para os seus ouvidos masoquistas. Ainda mais acompanhada de um '...mas você é lindo demais' (típico papo de balada). Era claro que você queria mais e só queria porque não podia e porque ele não queria.
A auto-sabotagem funciona assim: Nós pessoas inteligentes conhecemos pessoas que não prestam, mas que beijam que é uma delícia. Vamos nos sabotar de todas as formas para ter aquele beijo novamente e aquela pegada que meu Deus!
Não importa se o cara é um pizzaiolo ou é um engenheiro chefe fodão. No fundo, o que você queria é que tivesse dado certo a relação com todos que transou. Ou melhor, o que você queria era poder pelo menos dar um fora (se o fora fosse mesmo necessário) em todos e não ser taxado de louco que fica ligando várias vezes, e claro, levar o fora.
Você já tentou a técnica de pensar somente nos defeitos para não ligar e não funciona. É engraçado. É como se você (lindo e inteligente) abrisse uma excessão para aquele 'pé rapado' e mesmo assim ele ousa não atender a sua ligação? Não faz sentido.
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| Respeite as placas |
A auto-sabotagem é clara. Parece que nós fazemos questão de nos igualar as pessoas que não prestam e corremos atrás delas. A auto-sabotagem faz com que qualquer mulher solteira em casa fale com quem não deve no MSN. A auto-sabotagem faz com que o trabalho não renda. A auto-sabotagem é como se ignorassemos a placa de PERIGO.
Calma, também não é tão horrível. Depois de umas três ou quatro semanas a auto-sabotagem tem fim (normalmente numa sexta-feira). E logo já começa novamente (no sábado) ...
